Por dentro da ‘war room’ do Google durante a Black Friday

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Companhia reuniu cientistas de dados, time de vendas e clientes para encontrar no tráfego da busca de internautas a melhor estratégia para aumentar suas vendas


Em uma ampla sala do escritório do Google Brasil, em São Paulo, dezenas de pessoas estão reunidas com um objetivo em comum: aumentar as vendas durante a Black Friday 2018. Ali, cientistas de dados, e analistas de marketing e negócios dividem sua atenção entre painéis projetados em grandes telas e as telas de seus computadores. Nelas, gráficos em tempo real exibem desde os produtos mais buscados no motor de busca do Google às categorias que mais atraem a intenção de compra do brasileiro. Estamos na “war room” da gigante de tecnologia para uma das datas mais aguardados pelo varejo brasileiro.

“A Black Friday é um tiro de 100 metros, onde você não tem tempo para errar”, diz André Silva, Gerente de Engenharia do Google Brasil, em entrevista a jornalistas concedida na sexta-feira (23/11). “O que tentamos fazer é concentrar o máximo de informações, mas dar esses dados da forma mais mastigada possível”, resume. E por mais mastigada possível, Silva quer dizer que se às 12h da sexta-feira da Black Friday, uma boa parte dos brasileiros busca por um smartphone de uma determinada fabricante, os time de vendas e marketing devem ver nesse “insight” a oportunidade de trabalhar melhor a exibição dos produtos que suas respectivas lojas têm. E aí cabe a cada varejista definir a melhor estratégia online para converter a atenção em venda. “O tempo é crucial, porque se eles perdem esse timing, eles perdem dinheiro. Se ele escolhe o produto errado [para exibir], se ele deixa de investir, é espaço que ele está perdendo, venda que ele deixa de fazer”, complementa Silva.

A sensação é de que a corrida pela Black Friday gera ansiedade de todos os lados. Dos consumidores, claro, ávidos por poupar algum dinheiro em suas compras. Do lado dos lojistas, a expectativa de gerar mais tráfego para seus e-commerces e aumentar o faturamento. Do Google, a oportunidade de fazer de sua plataforma – ou melhor, várias plataformas – a onipresença digital do hábito de consumo dos internautas. Juntando forças, é uma ação que tende a beneficiar todos os envolvidos, sugere Diego Venturelli, Gerente de insights para o varejo do Google Brasil. “Essas informações que damos aqui são escaláveis. Todos os clientes têm acesso. Temos uma uniformidade, incluindo até mesmo pequenas e médias empresas. Então, todas essas informações vão para parceiros do Google de forma escalável e igual para todo mundo”, explica Venturelli. 

Esta é a quarta edição que o Google organiza uma “war room” no escritório brasileiro. A “sala de guerra” nada mais é que uma sala de controle e monitoramento onde, em tempos digitais, dados se tornaram cruciais para a tomada de decisões. Se a Black Friday começa, na teoria, à meia noite de quinta para sexta, o war room do Google já abrigava profissionais insones na madrugada de sexta. Pelos gráficos, os quais tivemos acesso na visita ao Google, o campeão do interesse dos brasileiros para a data continua sendo os smartphones, um padrão que se repete nos últimos anos. Mas a categoria que teve maior crescimento comparado ao ano anterior foi a de Eletrodomésticos. 

A operação para a Black Friday transborda também o espaço físico do Google. Segundo Patricia Muratori, Gerente de vendas para o varejo do Google Brasil, profissionais da companhia também foram alocados em clientes para a data. “Dentro do cliente, estamos trabalhando cada vez mais o marketing e comercial juntos. Até no ano passado, o marketing se sentava de um lado e comercial do outro. Hoje a operação está muito conjunta. E quando você recebe este tipo de informação, a tomada de decisão é muito mais ágil, e os dois lados se unem para decidir isso junto. Se uma categoria está bombando,  não é só o marketing que precisa atuar, mas o que o comercial tem de produto e em termos competitivos de preço ele consegue ofertar. Quando você junta isso, é algo que vale ouro”, defende Patricia.

Um lugar ao sol nas ofertas

Segundo estimativa da Ebit/Nielsen, a Black Friday deste ano deve ter alta de 15% no volume de compras em comparação ao ano passado, movimentando aproximadamente R$ 2,43 bilhões. Dada a oportunidade, muitas pequenas e médias empresas pegaram carona no evento. Este ano foi a primeira vez que o Google Brasil dedicou uma “war room” para PMEs. Da mesma forma que na war room principal, onde há representantes de grandes varejistas, há em outra sala analistas do Google e time de vendas concentrados para extrair insights para seus clientes. A estratégia reforça que o movimento da Black Friday também se expandiu para empresas que vendem além de produtos, serviços e veem na data uma janela para atrair novos ou ainda reter clientes.

“Se a gente for olhar a Black Friday nos últimos anos, tem-se expandido muito as categorias e tipos de produto. Saiu do varejo e foi para serviço e isso fez com que as PMEs participassem e fossem também demandadas”, avalia Rodrigo Rodrigues, Diretor de Google Marketing Solutions para o Brasil. “A partir daí vimos essa oportunidade e começamos a levar para o mercado que o evento também era para PMEs e não só o grande varejista de eletroeletrônicos como lá atrás, mas para todos os produtos e serviços e empresas de todos os tamanhos”, completa. 

Segundo Rodrigues, as pequenas e médias lojas e empresas de serviços começaram a participar da Black Friday de forma mais expressiva há dois anos, em um movimento que vem crescendo, gerando também uma oportunidade para o Google trabalhar estratégias digitais de marca com empresas de nicho.

No caso das PMEs, a Black Friday movimenta clientes também no offline e aplicativos como o Google Maps ajudam a companhia de tecnologia a relacionar, por exemplo, o fluxo de buscas à movimentação geográfica dos consumidores. De supermercados, ateliês de roupas a oficinas mecânicas e de autopeças, há na data a oportunidade de empresas também verem no comportamento online do consumidor uma forma de levar seus nomes e suas ofertas a telas dos smartphones, ao Google Shopping e Google Ads.

“Essas PMEs, tendo acesso a esse tipo de informação em tempo real é muito mais eficiente a tomada de decisão. Então, em um cenário onde muitas vezes se compete em categorias como eletroeletrônicos de varejistas grandes, você tem informação para tomar uma decisão onde sabe que naquele momento para aquela parcela específica você tem condições de ser competitivo”, conclui Bruno Cantarim, Gerente de Desenvolvimento de Negócios.

 




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Administrador AcessoWi-Fi.com – Gerente UnicoHost Soluções Web – Engenheiro de Redes

Julio Rossoni

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